A IMPORTÂNCIA DO AUMENTO DE EMPREGOS FORMAIS NO AGRONEGÓCIO

Publicado em 31 de março de 2025

O agronegócio criou 35.754 novos empregos formais em janeiro, superando a média histórica dos últimos 20 anos, que é de 14.608 vagas para o período. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.


As informações mostram que o setor continua puxando o Brasil para frente mas ele também traz junto uma maior responsabilidade para quem contrata: é preciso estar atento à legislação trabalhista e garantir que as contratações sejam feitas da forma correta, pois, com mais empregos formais, aumentam também as obrigações legais dos empregadores (como registro em carteira, recolhimento de INSS e FGTS), a fiscalização dos órgãos do trabalho e a necessidade de organização na gestão de pessoas.


O advogado trabalhista Thiago Amaral, especialista em reestruturação de RH comenta que esse aumento representa um avanço na formalização dos trabalhadores rurais. “O crescimento do número de empregos formais no agronegócio indica um avanço importante no processo de formalização da mão de obra rural. Isso mostra que mais empregadores estão optando por seguir a legislação trabalhista, registrando os funcionários corretamente, o que reduz a informalidade, um problema histórico no campo”.

A formalização traz benefícios tanto para o trabalhador, que passa a ter acesso a direitos como aposentadoria, seguro e FGTS, quanto para o empregador, que se protege de passivos e proporcionando maior segurança jurídica à atividade rural.


O agronegócio tem avançado na adequação e no cumprimento da legislação trabalhista, especialmente entre produtores que adotam uma gestão mais profissional. Com o apoio de assessoria jurídica, contábil e entidades como o SENAR, muitos têm conseguido manter as atividades em conformidade com a lei. No entanto, desafios persistem, principalmente em pequenas propriedades ou em regiões com menor acesso à informação. “Muitas vezes, não se trata de má-fé, mas de desconhecimento das obrigações trabalhistas, o que pode gerar sérios passivos.”


Cumprir a legislação não é apenas uma exigência legal, é uma forma de proteger o negócio e valorizar quem faz a fazenda girar. “Quanto mais contratos regulares são firmados, maior a cultura de cumprimento das normas, o que eleva o padrão de gestão das propriedades e ajuda a reduzir a informalidade. Em resumo, contratar da forma certa é bom para o trabalhador, para o empregador e para o setor como um todo”, conclui.